quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Para Refletir

Ouvi em algum lugar e cabe um  momento para pensar:
Se o dentista pega em dente, o paulista pega em que?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Evolução da Moeda

 Se algum dia você já parou para pensar sobre a moeda, como ela funciona e quem garante seu valor, o texto a seguir pode ajudar, tudo é uma questão de confiança 




Como a Moeda Fiduciária Evoluiu

 Não surpreende que alguma forma de moeda-mercadoria surja para facilitar o intercâmbio: as pessoas estão dispostas a aceitar uma moeda-mercadoria, como o ouro, porque essa tem um valor intrínseco.O desenvolvimento da moeda fiduciária, no entanto, é mais desconcertante. O que levaria as pessoas a prezarem uma coisa que é intrinsecamente inútil?
 Para compreender como ocorre a evolução da moeda-mercadoria para a moeda fiduciária, imagine uma economia em que as pessoas carregam sacos por toda parte. Quando uma compre é efetuada, o comprador calcula a quantidade apropriada de ouro. Se o vendedor está convencido de que o peso e a pureza do ouro estão certos, a troca é efetuada.
 O governo pode primeiro envolver-se no sistema monetário para ajudar as pessoas a reduzirem o custo de transação. Usar o ouro bruto como moeda é dispendioso, porque sempre se leva algum tempo para verificar a pureza do ouro e mensurar a quantidade certa. A fim de reduzir esses custos, o governo pode cunhar moedas de ouro, com pureza e peso conhecidos. As moedas são mais fáceis de usar do que lingotes de ouro, porque seu valor é amplamente reconhecido.
 O passo seguinte é o governo aceitar ouro da população em troca de certificados de ouro: pedaços de papel  que podem ser resgatados por determinada quantidade de ouro. Se as pessoas acreditam na promessa do governo de resgatar o papel, entregando ouro ao portador, as notas são tão valiosas quanto o próprio ouro. Além disso, como as notas são bem mais leves do que o ouro (e do que as moedas de ouro), são mais fáceis de usar em transações. Eventualmente, ninguém mais carrega ouro, e esses certificados do governo, com lastro no ouro, tornam-se o padrão monetário.
 Por fim, o lastro em ouro torna-se irrelevante. Se ninguém jamais se dá ao trabalho de resgatar as notas, trocando-as por ouro, ninguém se importa se o lastro é abandonado. Enquanto todos continuarem a aceitar as moedas de papel nas trocas, elas terão valor e servirão como moeda. Assim, o sistema de moeda-mercadoria evolui para a forma moeda fiduciária. Observe que no final, o uso da moeda no intercâmbio é uma convenção social: todos aceitam a moeda fiduciária porque esperam que todos os outros também aceitem

FONTE: MANKIW, N. Gregory- MACROECONOMIA- 5ª edição, LTC 2004